terça-feira, 8 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil? [17] #MinasGerais Parte 2


Jaime Martins Filho (PSD)

Nota: Filho do ex-deputado estadual Jaime Martins (DEM) e da ex-vice-prefeita de Divinópolis, Maria de Lourdes Martins (DEM). Autor do substitutivo que deu origem à Lei da Ficha Limpa. No projeto quanto a terceirização, o deputado Jaime Martins fez um pronunciamento com um posicionamento contrario[17], porém no dia da votação não compareceu na câmara para votar. O seu partido PSD foi em sua maioria a favor da terceirização.[18]

O Ministério Públilco Federal acusou Martins Filho e outros deputados de negociarem emendas parlamentares. Seu nome também aparece no escândalo da "Farra das Viagens", o uso da verba pública para fins particulares. Também teve nome citado na tabela apresentada ao Ministério Público pelo ex-executivo da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Junior. O documento detalha pagamentos que teriam sido feitos via caixa dois a 179 políticos entre os anos de 2008 e 2014, sem declaração à Justiça Eleitoral.



Leonardo Quintão (PMDB)


Nota: Filho do político e pastor evangélico presbiteriano Sebastião Quintão, Leonardo está em seu terceiro mandato como deputado federal. O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração acusou o parlamentar de quebra de decoro quando Quintão relatava o Marco Regulatório da Mineração. O argumento é que o deputado não poderia ser o relator do Marco Regulatório da Mineração na comissão especial da Câmara, pois teve parte de sua campanha financiada por mineradoras. Ele também tentou beneficiar um shopping com verba do BNDES.



Luís Tibé (PTdoB)

Nota: Está no primeiro mandato de deputado federal e é filho de um dos fundadores do PTdoB, Tiberlindo Resende, o Tibé. Empresário do ramo de telefonia móvel, assumiu, em 2006, a presidência nacional do partido. É investigado no STF pelos crimes de peculato, concussão e falsificação de documento público para fins eleitorais

Sua família é conhecida por dirigir e administrar partidos pequenos, como o próprio PTdoB, além do PRP. Candidatou-se à prefeitura de Belo Horizonte e teve que se explicar da acusação de uso indevido da verba indenizatória em pleno debate eleitoral na TV. Seu nome foi citado em uma conversa gravada pela Polícia Federal enquanto investigava desvios em fundos de pensão.


Luiz Fernando Faria (PP)

Nota: É engenheiro e está no seu terceiro mandato como deputado federal. É investigado pela Operação Lava Jato, acusado de corrupção passiva qualificada. Em ação de improbidade contra o seu partido, o PP, a operação pede o ressarcimento de R$ 2,3 bilhões. Ainda alegou não conhecer o doleiro Alberto Yousseff, mas a Polícia Federal descobriu que ele esteve no escritório do doleiro no dia 20 de setembro de 2011, na Avenida São Gabriel, em São Paulo. A visita foi registrada até com fotografia, na portaria do prédio.


Marcelo Aro (PHS)

Nota: Jornalista, conselheiro do time de futebol Atlético Mineiro e diretor de ética e transparência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), está em seu primeiro mandato como deputado federal. Quando vereador de Belo Horizonte, propôs à Câmara conceder o título honorário de cidadão belo-horizontino ao então Presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, posteriormente cassado por quebra de decoro parlamentar.

Marcelo Aro é velho conhecido do futebol mineiro, tem família influente na Federação estadual, que já esteve envolvida em escândalo de corrupção no esporte por lá. Os familiares de Aro foram afastados da FMF após serem acusados de formação de quadrilha, falsificação de documentos e apropriação indébita durante apuração de denúncias na CPI do futebol do Senado de 2001.

Aro apareceu sorridente em fotos com um "pixuleco" (boneco do ex-presidente Lula vestido de presidiário) durante reunião de comissão do Impeachment de Dilma Rousseff.


Marcos Montes (PSD)

Nota: Está em seu terceiro mandato na Câmara Federal e preside a Bancada do Boi, nome popular da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) - colegiado que reúne cerca de 250 políticos, entre deputados federais e senadores. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicou na última segunda-feira (17), que por dois votos a um, manteve a condenação em primeiro grau do deputado federal Marcos Montes (DEM), por improbidade administrativa quando ainda era prefeito de Uberaba (MG).

Seu nome também aparece na Planilha da Odebrecht. A tabela detalha nomes, apelidos e repasses financeiros que teriam sido feitos via caixa dois. Apelidado de “Montanha”, o deputado federal Marcos Montes, teria recebido R$ 50 mil para ajudar a empresa. Montes também é acusado de ter recebido R$ 100 mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato.



Marcus Pestana (PSDB)

Nota: No segundo mandato de deputado federal, Pestana foi vereador, deputado estadual e secretário de estado antes de chegar à Câmara. Secretário de saúde nos dois mandatos de Aécio Neves no governo de Minas, foi condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça daquele estado.

Na condição de presidente do diretório estadual mineiro do PSDB, o parlamentar figura como parte em processos nos municípios de Prados, Cipotânea e São Gonçalo do Rio Abaixo, nos quais a legenda não prestou as contas anuais do exercício financeiro de 2014. A Justiça Eleitoral condenou os diretórios municipais à suspensão do repasse de novas cotas do fundo partidário, enquanto a situação não estiver regularizada.


Mauro Lopes (PMDB)

Nota: Foi secretário de aviação civil no Governo Dilma Rousseff e mesmo assim, votou pelo impeachment da ex-presidente. Lopes é citado na lista da Odebrecht, de contribuições ilegais, feitas pela empreiteira entre 2008 e 2014. Na planilha, ele é tratado pelo apelido de “Cintinho” e mencionado como receptor de 50 mil reais, disposto a apresentar emendas e defender interesses da empresa no parlamento.



Misael Varella (DEM)

Nota: Empresário, filho do ex-deputado Lael Varella, está em seu primeiro mandato como deputado federal. Seu pai, o deputado federal Lael Varella (DEM) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por propaganda eleitoral antecipada, a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE). Lael também foi acusado de extrapolar a cota de aluguéis de automóveis.


Newton Cardoso Jr. (PMDB)

Nota: Filho do ex-governador Newton Cardoso, está em seu primeiro mandato na Câmara Federal. O deputado defendeu as declarações do secretário nacional da Juventude, Bruno Júlio, que deixou o cargo ontem após dizer que era necessário que houvesse “uma chacina por semana”nos presídios brasileiros.

O deputado federal Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) e seu pai, o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso tiveram os nomes citados no Panamá Papers, pois teriam usado empresas offshores abertas com a ajuda da Mossack Fonseca para comprar um helicóptero com valor estimado em 1,9 milhão de dólares (cerca de 8 milhões de reais) e um flat em Londres ao custo de 1,2 milhão de libras (6,3 milhões em valores corrigidos).


Paulo Abi-Ackel (PSDB)


Nota: Filho do ex-ministro e ex-deputado Ibrahim Abi-Ackel, o parlamentar está no terceiro mandato. Começou a carreira na juventude do PDS (partido de sustentação ao Regime Militar, já na última fase), depois passou pelo PTB e hoje está no PSDB. O deputado federal tinha o apelido de “Diamante”. De acordo com o delator, em 2010, o político teria recebido dois repasses de R$ 50 mil para propor emendas e defender projetos que fosse de interesse da Odebrecht. Abi-Ackel foi designado novo relator após a rejeição do relatório de Zveiter, recomendando a rejeição da denúncia contra o presidente.


Com informações do Portal Ig, Correio Braziliense, Portal G1, Zero Hora (RS), O Globo (RJ), Estado de Minas, Revista Veja, Portal R7, Carta Capital, Diário do Poder, GGN, Diário do Centro do Mundo, Uipi (MG), Top Uai (MG), Portal UOL, Jornal do Brasil, Rádio Itatiaia (MG), Hoje em Dia, Congresso em Foco, El País

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