terça-feira, 8 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil? [16] #MinasGerais Parte 1

Ademir Camilo (PODE)


Nota: Médico e advogado, Ademir Camilo já passou pelos seguintes partidos: PSDB, ao PPS, ao PL, ao PDT, ao PSD e ao PROS eque hoje está filiado ao PODE, antigo PTN. Começou sua carreira em sua cidade natal, Teófilo Otoni - MG, na década de 1990. Hoje está em seu quarto mandato como deputado federal.

Camilo é suspeito de ser o verdadeiro dono do Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC), a organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) apontada como pivô do esquema que teria desviado cerca de R$ 400 milhões de recursos destinados ao programa Projovem, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de acordo com as investigações da Operação Esopo.

O deputado também é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2006 e tem aparecido no noticiário de escândalos de corrupção, o que não o impediu de trocar várias vezes de partido. No STF, é acusado de falsificar documento de um concurso público de medicina, em 1996, época em que havia ingressado na política, no cargo de vereador em Teófilo Otoni.






Aelton Freitas (PR)

Nota: Agrônomo, produtor rural e empresário, Freitas foi prefeito de sua cidade natal, Iturama - MG. Chegou ao Congresso Nacional como senador, pois era suplente de José Alencar (1931-2011), que deixou o legislativo para ser vice-presidente da República nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. Está no seu terceiro mandato na Câmara e votou contra o Impeachment de Dilma Rousseff em 2016. 

O deputado responde à ação penal 341, denunciado por “crime de responsabilidade”. Freitas foi acusado pelo Ministério Público Federal de desvio de verbas quando foi prefeito de Iturama, no Triângulo Mineiro. De acordo com a denúncia, o crime teria acontecido no fim de seu mandato, exercido de 1993 a 1996. Na ação, que corre em segredo de Justiça, o deputado é acusado de contratação irregular de empresas e de desvio de verbas. Freitas é acusado pelo MPF de ter deixado um rombo de R$ 4 milhões na prefeitura.

O parlamentar também foi acusado de estimular entre correlegionários práticas ilegais como a compra de votos e a divulgação de fatos inverídicos durante a eleição para prefeito de Capetinga (MG), em 2012. Entre as provas apresentadas pelo Ministério Público Federal, está um vídeo gravado em setembro de 2012, na reta final das eleições municipais daquele ano.


 Bilac Pinto (PR)

Nota: Produtor rural e advogado, Bilac Pinto está em seu terceiro mandato. É neto de Olavo Bilac Pinto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Não existe parentesco com o escritor parnasiano Olavo Bilac. Foi secretário de estado nos governos Tancredo Neves e Antonio Anastasia. Em seus tempos de secretário, foi notificado, junto com outros nomes poderosos, inclusive o do senador Aécio Neves (PSDB) a devolverem mais de R$ 20 milhões aos cofres da União.

Bonifácio de Andrada (PSDB)

Nota: Desde 1979 está na Câmara Federal, estando no 10º mandato. É advogado, jornalista, cientista político e professor universitário. É proprietário rural, dono de universidade e detém concessão de radiodifusão. Tem filhos políticos e juristas e participou das eleições de 1989 como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Paulo Maluf, que no primeiro turno ficou na 5ª colocação. Sua família está na política brasileira há quase 200 anos. O deputado é investigado no STF por apropriação indébita previdenciária e sonegação previdenciária.

Foi autor do projeto de lei que proíbe a divulgação, durante o período da campanha eleitoral, e a publicação de qualquer sindicância, investigação, inquérito, processo ou qualquer ocorrência criminal dos candidatos à eleição. Aquele que divulgar ou deixar vazar qualquer informação estará cometendo crime de quebra do sigilo. A pena será de 3 a 8 anos de prisão e multa de 2 a 15 mil reais. 

Outros processos a que o parlamentar responde:

STF - Inquérito Nº 2757/2008 Ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas- É alvo de inquérito que apura apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária.

TJ-MG Comarca de Belo Horizonte - Processo Nº 5428204-58.2001.8.13.0024 - É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

TRF-1 - Seção Judiciária de Minas Gerais - Ação civil pública nº 2001.38.00.043977-0 - É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.



Brunny Gomes (PR)

Nota: A ex-estilista e apresentadora de TV, aos 25 anos, está em seu primeiro mandato como deputada federal. Ela é casada com o ex-deputado estadual Hélio Gomes, de 60 anos. Ela foi eleita com pouco mais de 45 mil votos e decorou seu gabinete como o cenário de seu programa televisivo. Um vídeo onde ela aparece dançando funk também foi mostrado em vários sites e blogs de política. Não vou linkar aqui porque, embora não seja usual de uma pessoa politicamente pública, dançar funk não é crime. No entanto, seu esposo foi acusado de falsidade ideológica ao colocar um restaurante em nome de laranjas.



Caio Nárcio (PSDB)


Nota: Sociólogo, está em seu primeiro mandato. É filho do ex-deputado Nárcio Rodrigues, que está preso desde o ano passado, por corrupção. Caio iniciou sua vida pública no movimento estudantil, que o catapultou para a presidência da Juventude do PSDB. Na votação do Impeachment, durante o discurso do voto, elogiou seu pai, que seria preso logo depois.

Caio Nárcio responde ao seguinte processo:

TRE-MG - Representação Nº 536748.2014.613.0000 - Foi condenado ao pagamento de multa em representação de conduta vedada a agente público, movida pelo Ministério Público Eleitoral. Foi condenado ao pagamento de multa em representação de conduta vedada a agente público, movida pelo Ministério Público Eleitoral.


O parlamentar e os demais réus teriam utilizado um veículo pertencente à Prefeitura para transportar bebidas ao evento de inauguração de uma ponte no município de Coromandel. Também realizaram, durante o evento público, propaganda política em seu favor.





Carlos Melles (DEM)


Nota: Agrônomo, Melles está no sexto mandato na Câmara Federal. Presidiu a Frente Parlamentar do Café e foi ministro do Esporte e Turismo no Governo FHC. Sua esposa, Marilda Melles, foi prefeita da cidade natal de ambos, São Sebastião do Paraíso (MG). Marido e esposa são acusados de usarem dinheiro público para produzir um jornal de autopromoção, caracterizando improbidade administrativa. O deputado também foi acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006.




Dâmina Pereira (PSL)

Nota: Professora de Filosofia, representa o município de Lavras (MG) e está no primeiro mandato. Foi eleita quando estava no PMN e agora está no PSL. É esposa do ex-prefeito de Lavras, Carlos Alberto Pereira, que a incentivou a entrar na vida pública. Votou a favor do Impeachment e também a favor da permanência de Eduardo Cunha no comando da Câmara Federal. Seu marido foi condenado pela Justiça de Lavras por improbidade administrativa a pedido do MPE, devido à "publicação de matérias jornalísticas pagas pelo poder público", quando prefeito de Lavras (MG).




Delegado Edson Moreira (PR)

Nota: Ganhou notoriedade por trabalhar no Caso Eliza Samudio e elegeu-se vereador de Belo Horizonte em 2012, sendo o terceiro mais bem votado naquelas eleições.[1] Em 2014, foi eleito deputado federal (2015-2019), por Minas Gerais, com 49.391 votos.[2]

Responde ao Inquérito 4016 e à Ação Penal 905, todos por peculato. Ex-policial militar em São Paulo e delegado da Polícia Civil em Minas Gerais, o deputado alega que a denúncia vem de perseguição de subordinados no período em que chefiou um departamento da Polícia Civil. O delegado também é acusado de suposto envolvimento em uma trama de chantagem envolvendo o ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza. O próprio atleta denunciou o caso na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte.





Diego Andrade (PSD)


Nota: Está em seu primeiro mandato e é sobrinho do ex-senador Clésio Andrade. Criou um projeto de lei que prevê a possibilidade de trabalho fora da prisão a condenados em regime fechado. Segundo a proposta, os condenados terão o direito de trabalhar em colônias agrícolas ou em obras tocadas pelo poder público, desde que sejam monitorados por tornozeleira eletrônica. Seu tio, o ex-senador Clésio Andrade, tem acusações de envolvimento no "valerioduto mineiro" e no desvio de recursos sindicais. Tirou licença do senado em 2014 por problemas de saúde e acabou por se retirar da vida pública. 



Dimas Fabiano (PP)

Nota: Dimas Fabiano foi vereador de Varginha e deputado estadual em Minas Gerais, desde 2003. Atuou como líder do Partido Progressista (PP) na Assembleia de seu estado [2]. Está em seu segundo mandato como deputado federal. Fabiano é acusado de receber vantagens indevidas e investigado pela Operação Lava Jato.  O pai do parlamentar, Dimas Fabiano Toledo, foi diretor de Engenharia de Furnas, subsidiária da Eletrobras, e é apontado como operador de Aécio Neves em um esquema de desvio de dinheiro da estatal. 


Domingos Sávio (PSDB)

Nota: Está em seu primeiro mandato como deputado federal. Antes da Câmara foi vereador, prefeito e deputado estadual. Em 2014, organizou a oposição contra o governo de Dilma Rousseff, reeleita naquele ano. Durante o processo de investigação da Lava-Jato, o ex executivo da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva, apresenta ao Ministério Público uma planilha onde detalha pagamentos via caixa dois. O nome do Deputado Domingos Sávio aparece nessa lista devido a um repasse de R$ 25 mil para apresentar emendas e defender projetos de interesse da companhia. Na lista, ele é identificado como “Sábado”. Também é acusado de usar "notas frias" para justificar gastos parlamentares ainda quando era deputado estadual.




Eduardo Barbosa (PSDB)


Nota: Esteve ausente da votação que salvou Michel Temer. Está no quarto mandato como deputado e é médico com pós graduação em Saúde Pública. O deputado é acusado de usar cerca de R$ 1 milhão em dinheiro público para eventos que faziam divulgação política de seu nome, promovidos por entidade cujo responsável trabalha também no gabinete do parlamentar. A destinação de emendas parlamentares, segundo dossiê entregue a órgãos federais, fere princípios éticos e constitucionais.


Fábio Ramalho (PSDB)

Nota: Está no terceiro mandato e é atualmente é 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, eleito em 2 de fevereiro de 2017 .[2]. Embora tenha feito seu nome político em Minas Gerais, Ramalho é brasiliense. É autor do projeto de lei que visa diminuir de 1/6 a 2/3 a pena para o crime de estupro de vulnerável quando o ato não envolver penetração ou sexo oral

A redução foi proposta por ele em parecer a projeto do qual é relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa - responsável por analisar a constitucionalidade de matérias legislativas - e tem o aval de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). É conhecido por promover festas em seu apartamento funcional, com muita comida e a presença de mulheres jovens e bonitas.


Franklin Lima (PP)

Nota: Radialista, diretor da TV Mundial e Pastor evangélico da Igreja Mundial do Poder de Deus, cujo líder é o apóstolo Waldemir Santiago. É autor do projeto de lei que cria um cadastro para todo brasileiro que utilizar a internet. Especialistas em web alertam que a intenção da proposta é restringir o acesso à rede mundial de computadores, como acontece em regimes pouco democráticos, como a Coreia do Norte e alguns países árabes.

Responde a processo no TRE de Minas Gerais, em ação de investigação judicial eleitoral nº 537003.2014.613.0000 - Foi condenado à inelegibilidade pelo período de 8 anos após as eleições de 2014. Em evento religioso realizado pela Igreja Mundial do Reino de Deus, com cerca de cinco mil participantes e ocorrido no dia anterior à eleição, o pastor Valdemiro Santiago promoveu as candidaturas de Pastor Franklin, candidato à deputado federal, e do então candidato à deputado estadual Missionário Márcio Santiago (PTB-MG), chegando a pedir explicitamente que seus fiéis votassem nos candidatos.


Com informações de: Jornal Estado de Minas, Blog Gama Livre, Portal G1, Wikipedia, Painel Político, Jornal O Globo (RJ). Correio Braziliense (DF), JusBrasil, El País, Políticos.Org, Conversa Afiada, Movimento Ficha Limpa, Blog Migalhas.com, Congresso em Foco, Blog Aracatiaçu em Ação, Hoje em Dia, Blog Ficha Corrida, Estadão (SP), Blog Debate Progressista e Jornal Extra (Rio)

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