quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Quem disse SIM a Aécio? - Parte 2


Omar Aziz (PSD - AM)

Omar já ocupou o cargo de vereador em Manaus e deputado estadual do Amazonas na década de 1990. Em 1996 foi eleito vice-prefeito de Manaus na chapa com Alfredo Nascimento. Em 2000, reelegeu-se vice-prefeito, novamente com Alfredo Nascimento na cabeça da chapa, mas em maio de 2002 deixou o cargo para concorrer ao governo do Amazonas, junto com Eduardo Braga como governador. Está em seu primeiro mandato como senador. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[5] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6] Tem o nome citado em delação da Odebrecht, Também foi indiciado na CPI da Pedofilia


Paulo Bauer (PSDB - SC)

Advogado e administrador de empresas, Bauer está em seu primeiro mandato no senado. Bauer teve o nome citado em relação ao emprego de funcionários fantasmas quando deixou a Câmara dos Deputados para ser secretário de Estado em Santa Catarina.[9][10]

O senador também foi acusado de superfaturar o aluguel de um carro de luxo usado para seu transporte em Santa Catarina, através de denúncia do site Congresso em Foco, especializado em acompanhar as ações na casa.[11]

Além de ter tido um assessor seu envolvido no escandâlo da farra das passagens.[12][13]



Pedro Chaves ( PSC - MS)

Foi eleito primeiro suplente do senador Delcídio do Amaral nas eleições gerais de 2010.[1]Com a cassação de Delcídio, ocorrida em 10 de maio de 2016, Pedro Chaves foi convocado a assumir o cargo de senador em até 30 dias, vindo a tomar posse do mandato em 17 de maio do mesmo ano[2]. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[8] No mesmo mês, votou contra a cassação de Aécio Neves no conselho de ética do Senado.[9]. Sua filha é nora do pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela Lava Jato.


Raimundo Lira (PMDB - PB)

Economista e professor, Lira está em seu segundo mandato parlamentar. Em 20 de abril de 2016, Lira foi indicado para a presidência da Comissão Especial do Impeachment de Dilma Rousseff.[4] Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[5] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6] Em 4 de julho de 2017, Raimundo Lira foi escolhido novo líder no PMDB no Senado Federal, substituindo o senador Renan Calheiros.[7] É acusado de doar R$ 870 mil de recursos não declarados para a sua campanha.


Renan Calheiros (PMDB)

Filiado ao PMDB, é Senador por Alagoas, ex-presidente do Senado Federal e a partir de 29 de junho de 2017, deixou a liderança do partido na casa.[1][2]

Cumpre seu terceiro mandato no Senado Federal do Brasil (1995–2003 / 2003–2011 / 2011–2019) como representante de seu estado natal, Alagoas.[3] Foi Presidente do Senado Federal do Brasil por três períodos: de 2005 até 2007, quando renunciou ao cargo, após denúncias de corrupção; de 2013 a 2015 e de 2015 a 2017. No âmbito político, foi absolvido em 2013, por votação de seus pares no Senado.[4]

Em 1º dezembro de 2016, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou réu por peculato.[5] No mesmo mês, o partido Rede Sustentabilidade (REDE) entrou com uma liminar que pedia o afastamento de Renan Calheiros na presidência do Senado. A ação impetrada pela Rede já tem votos da maioria dos ministros do Supremo entendendo que réus não podem estar na sucessão da Presidência da República.[6]

Em 5 de dezembro de 2016, o ministro do STF Marco Aurélio Mello decidiu pela liminar afastar Renan Calheiros do cargo da presidência do Senado, no lugar de Renan assumiria o vice-presidente do Senado Federal Senador pelo PT do Acre Jorge Viana,[7][8][9] no entanto a mesa do Senado decidiu aguardar a decisão do plenário do Supremo.[10][11] Em 7 de dezembro de 2016, o STF decidiu por 6 votos a 3 manter Renan Calheiros no cargo de presidente do Senado, mas não podendo assumir a presidência da República na linha sucessória.[12]

Um conjunto de denúncias de corrupção atingindo Renan Calheiros ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. O caso foi chamado de Renangate,[46] neologismo aludindo ao escândalo do Watergate e outros que usaram a mesma terminação -gate. A crise começou em 25 de maio, com a circulação da notícia sobre o pagamento da empresa Mendes Júnior à ex-amante de Renan, e perdurou até 11 de novembro, quando ele renunciou à Presidência do Senado.

As denúncias começaram com a revelação, em reportagem de capa da revista Veja, de que a empreiteira Mendes Júnior pagava 12 mil reais por mês à jornalista Mônica Veloso. Segundo a revista, Mônica havia sido amante de Renan e tivera um filho com ele.[47] A partir de então, uma sequência de denúncias na mídia relatou: a compra de rádios em Alagoas, em sociedade com João Lyra, em nome de laranjas;[48] o ganho com tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de refrigerantes, com recompensa milionária;[49][50] o uso de notas fiscais frias, em nome de empresas fantasmas, para comprovar seus rendimentos;[51] a montagem de um esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB;[52] entre outras acusações. 

Durante as investigações do mega escândalo de corrupção da Petrobras, pela Operação Lava Jato, Renan foi citado pelo ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, que aderiu à delação premiada. Paulo Roberto Costa contou à Justiça, no Paraná, que o peemedebista é um dos beneficiados pelo esquema. Paulo Roberto declarou que “os pagamentos” repassados feito ao senador “excederam o teto da cota repassada ao PT, PMDB e PP”, partidos que indicavam os diretores da empresa. Ele frisou que a propina superou os 3% para que “fosse incluído um valor para Renan”.[64]

No início de 2015, o engenheiro Shinko Nakandakari – operador de propina em nome da Galvão Engenharia – como o doleiro Alberto Youssef afirmaram em suas delações que houve pagamento de propina nas contratações da obra de Refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão. De acordo com Youssef a licitação da terraplanagem ocorreu entre 2010 e 2011 “sendo acertado que as vencedoras seriam a Galvão Engenharia, Serveng e Fidens”. Ele afirmou que “ficava sabendo antecipadamente” o nome das empresas que ganhariam as licitações.[65]

Em dezembro de 2015, o ministro do STF, Teori Zavascki, autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Renan Calheiros suspeito de envolvimento em fraudes na contratação do consórcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro em 2010.[66]

Em 2 de junho de 2016, foi divulgado por autorização do STF os depoimentos da delação premiada de Nestor Cerveró na Lava Jato. Cerveró afirmou que, em 2012, o senador Renan Calheiros o chamou em seu gabinete no Senado para reclamar da 'falta de propina'.[67]

Em dezembro de 2016, Renan foi citado em delação de um ex-funcionário da Construtora Odebrecht, Claudio Melo Filho. Segundo Claudio, Romero Jucá se aliou Renan foi para defender abertamente os interesses do grupo Odebrecht. Em 2014 para aprovar a Medida provisória 651, de 2014, que ficou conhecida como “pacote de bondades”, Jucá atuou sem ser sequer acionado pela empreiteira. Agiu movido pela “certeza de que receberia pagamentos a pretexto de contribuição de campanha”. Com base nessa convicção, logo que a MP 651 começou a tramitar, Jucá apresentou quatro emendas de interesse da empresa e atuou junto ao governo para que o texto, quando chegasse ao Palácio do Planalto, não fosse vetado.[68]

Em 7 de junho de 2016, o Procurador-Geral da República pediu a prisão de Renan Calheiros, juntamente com a do senador Romero Jucá e do ex-presidente José Sarney.[69] De acordo com o PGR, eles tentaram mudar a decisão do Supremo que prevê a prisão de condenados a partir da segunda instância e que planejaram mudar a lei, para permitir delação premiada apenas para pessoas em liberdade, e não para presos investigados e também para pressionaram para que acordos de leniência das empresas pudessem esvaziar as investigações.[70][71]

Em final de abril de 2016, a relatora da Operação Zelotes, ministra Cármen Lúcia do Supremo Tribunal Federal, abriu inquérito para apurar suposto envolvimento do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá, com a venda de emendas a medidas provisórias relacionadas ao setor automotivo editadas pelo governo federal. Renan e Jucá já são investigados em outros inquéritos da Operação Lava Jato por envolvimento com fraudes na Petrobras. É o 12º inquérito que Renan responde no STF, sendo nove na Lava Jato.[72]


Roberto Rocha (PSDB - MA)

Está em seu primeiro mandato como senador. Formado em Administração de empresas[1], Rocha já foi deputado estadual, e também deputado federal por três mandatos. Foi acusado de dar calote em sua equipe de campanha, de acordo com um blog maranhense.


Romero Jucá (PMDB - RR)

Está em seu terceiro mandato como senador. Foi Ministro do Planejamento do Brasil, pedindo exoneração após a divulgação de uma gravação com Sérgio Machado, da Transpetro, publicada pela Folha de S.Paulo, em que Jucá sugere "um pacto" para barrar a Lava Jato.[3][4][5][6][7][8][9] Ele é dono do maior grupo de comunicação do estado de Roraima sendo duas emissoras de televisão na capital Boa Vista afiliadas da Rede Record, TV Imperial, e afiliadas da Rede Bandeirantes além de um jornal impresso e duas estações de rádio.[11][12]

Na década de 1980, presidiu a FUNAI em Pernambuco. Nos cinco primeiros meses de sua gestão, o quadro de funcionários do órgão subiu de 3 300 para 4 200: somente em Recife, sua terra natal, o escritório chegou a ter 400 funcionários, chegando a sofrer intervenções do Tribunal de Contas da União devido a irregularidades financeiras no órgão. Mesmo após deixar o cargo, continuou alvo de um processo no Superior Tribunal de Justiça, por ter autorizado ilegalmente a extração de madeira em área indígena.[1][28]

Enquanto presidente da FUNAI, Jucá foi quem mais demarcou territórios indígenas ianomâmis, frequentemente reduzindo seus tamanhos. Jucá reduziu o tamanho do Parque Yanomami para quase 75% dos 9,4 milhões de hectares que já haviam sido aprovados pela própria FUNAI em 1985. Foi ainda durante sua presidência que todos os missionários e pessoal médico foram expulsos da área em 1987.[17] O projeto propunha reduzir a área do parque em 2,4 milhões de hectares e dividi-lo em 19 áreas isoladas, baseadas em grupos de comunidades Yanomami. O restante da área se tornaria "parques nacionais" - abertos para extração de madeira e mineração. O plano foi denunciado como "genocídio" pelo bispo italiano dom Aldo Mongiano, o então bispo de Roraima.[1]

Em 28 de setembro de 1987, como presidente da Funai, assinou, com a Cometa, um contrato de alienação de 9 322 metros cúbicos de madeira em toras de cerejeira, ipê, mogno, angelim e cedro.[1][28]

De acordo com o relatório da Comissão Nacional da Verdade, Romero Jucá é o responsável pelo genocídio de índios ianomâmis em consequência das epidemias levadas pelos garimpeiros, que entraram em terras indígenas com autorização de Romero Jucá, na época, presidente da FUNAI.[1][19]

Recentemente o senador apresentou projetos de lei flexibilizando o licenciamento ambiental e abrindo as terras indígenas à exploração econômica.

Romero Jucá teve seu nome envolvido no esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, nos depoimentos de colaboração com a justiça do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.[29] Jucá ainda foi citado em recebimento de propina em obras de Angra 3, também investigado pela força-tarefa da Lava Jato.[30]

Em 6 de março de 2015, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, autorizou a abertura de investigação contra o senador, tirando o sigilo do pedido de abertura de inquérito.[31]

Em 23 de maio de 2016, o jornal Folha de S.Paulo, divulgou a gravação de uma conversa entre Jucá e Sérgio Machado, da Transpetro. Em diálogos gravados em março passado, Romero Jucá sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.[32] No mesmo dia Jucá se licenciou do cargo, e o ministro do Planejamento interino seria seu vice, Dyogo Oliveira, também investigado por corrupção, pela Operação Zelotes.[33] No dia seguinte, foi exonerado.[3]

Em 7 de junho de 2016, o Procurador-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, pediu a prisão de Romero Jucá, de Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney. De acordo com o PGR, eles tentaram mudar a decisão do Supremo que prevê a prisão de condenados a partir da segunda instância e que planejaram mudar a lei, para permitir delação premiada apenas para pessoas em liberdade, e não para presos investigados e também pressionaram para que acordos de leniência das empresas pudessem esvaziar as investigações.[34] [35]

Em 5 de setembro de 2016, a Polícia Federal apontou indícios de que o PMDB e os senadores Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA) e Valdir Raupp (RO) receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais, segundo relatório que integra inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal. Um dos indícios é o volume de contribuições que o partido recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: foram R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O relatório da PF ainda junta a versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico. A conclusão do documento foi de que todos os quatro receberam as maiores contribuições de suas campanhas não de empresas, mas do PMDB. [36]

Em dezembro de 2016, Jucá foi delatado pelo ex-funcionário da Construtora Odebrecht, Claudio Melo Filho, de ter recebido R$ 22 milhões de reais em propina para defender interesses do grupo Odebrecht. Segundo o delator, dos 22 milhões, 20 teriam ficado para Jucá e Renan Calheiros. Ainda segundo o delator, Jucá e Renan agiam para aprovar Medidas provisórias em favor da empreiteira.[37]

Em final de abril de 2016, a relatora da Operação Zelotes, ministra Cármen Lúcia do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito para apurar suposto envolvimento do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá, com a venda de emendas a medidas provisórias relacionadas ao setor automotivo editadas pelo governo federal. Renan e Jucá já são investigados em outros inquéritos da Operação Lava Jato por envolvimento com fraudes na Petrobras.[38]

Em 23 de novembro de 2016, o STF autorizou a abertura de um inquérito na Zelotes, que apura fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal de recursos da Receita Federal. Jucá será investigado por corrupção passiva e prevaricação.[39]


Simone Tebet (PMDB - MS)

Filha do político Ramez Tebet, Senador e ex-presidente do Congresso Nacional falecido em 2006. É advogada e professora universitária. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[1] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[2] Teve os bens bloqueados durante acusação de desvio de verbas de obras públicas em seu estado.


Tasso Jereissati (PSDB - CE)

É Senador da República pelo Ceará e, interinamente, Presidente Nacional do PSDB. Filho do Senador Carlos Jereissati e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, é formado em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, líder empresarial e governou o estado do Ceará em três gestões: 1987-1990, 1995-1998 e 1999-2002.

Os maiores escândalos envolvendo o nome de Tasso Jereissati foram aqueles ligando-o às suspeitas de desvio de verbas no BEC (Banco do estado do Ceará) [11] e na Sudene. [12] O caso do avião fretado com dinheiro do senado [13] teve ampla divulgação na mídia nacional, principalmente devido ao desentendimento no plenário com o senador Renan Calheiros. [14]

Em maio de 2017, após os escândalos envolvendo o senador Aécio Neves, Tasso assumiu interinamente a presidência do PSDB e passou a defender um maior distanciamento do governo de Michel Temer.[27]


Telmario Mota (PTB - RR)

Contabilista de formação, está em seu primeiro mandato como senador. Em 17 de janeiro de 2017, por decisão da Executiva Nacional do PDT, Telmário Mota foi expulso do partido, em virtude de ter votado a favor do Projeto de Emenda Constitucional que cria o teto de gastos. Porém a decisão final deve ser referendada pelo Diretório Nacional do partido.[7] Em fevereiro, ingressa no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). [8]

Em novembro de 2015, votou contra a prisão de Delcídio Amaral.[9]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[10] Em julho de 2017 votou contra a reforma trabalhista.[11]

No mesmo mês, votou contra a cassação de Aécio Neves no conselho de ética do Senado.[12]

Recentemente foi acusado de espancar uma mulher de 19 anos. Ele nega as acusações. 



Valdir Raupp (PMDB - RO)

É casado com a deputada federal Marinha Raupp e tem dois filhos. Em 2006, Raupp propôs um projeto de Lei 170, que tinha o objetivo proibir a produção e a comercialização de determinados jogos eletrônicos violentos, ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos, que ferem a cultura dos povos e da humanidade e, foi alvo de uma série de protestos nas redes sociais e comentários ofensivos de baixo calão.

Em 6 de março de 2015, o ministro Teori autorizou a abertura de investigação contra o senador tirando o sigilo do pedido de abertura de inquérito.[5]


Em 27 de maio de 2015, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki autorizou a quebra de sigilo telefônico de Valdir Raupp em razão do seu nome ter sido citado pelo doleiro Alberto Youssef no esquema de corrupção da Petrobras. Em depoimento de delação premiada, Youssef afirmou que operacionalizou o pagamento de R$ 500 mil para a campanha de Raupp ao Senado de 2010. Segundo o doleiro, o valor teria saído da cota do PP e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.[6]


Em 14 de junho de 2016, após investigação, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal, o indiciamento de Raupp, alegando que há elementos probatórios que indicam o recebimento de propina em esquema na Petrobrás.[7]


Em 5 de setembro de 2016, a Polícia Federal apontou indícios de que o PMDB e os senadores e Valdir Raupp (RO), Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho(PA) receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais, segundo relatório que integra inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal. Um dos indícios é o volume de contribuições que o partido recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: foram R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O relatório da PF ainda junta a versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico. A conclusão do documento foi de que todos os quatro receberam as maiores contribuições de suas campanhas não de empresas, mas do PMDB. [8]


Em 16 de setembro de 2016, a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador referente aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro junto com um cunhado, Paulo Roberto Rocha, e uma ex-funcionária, Maria Cleia de Oliveira. Caberá à Segunda Turma do Supremo analisar os documentos e decidir pela abertura ou não da ação penal.[9]


Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[10] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[11]


Em 08 de março de 2017 a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do ministro Dias Toffolli, recebeu a denúncia ofertada pela PGR, reconhecendo que pode haver pagamento de propina disfarçado de doações eleitorais registradas. Este entendimento é a base de diversas denúncias apresentadas pelo MPF na Vara Federal de Curitiba e no STF.[12]

Vicentinho Alves (PR - TO)

Alves é pecuarista e piloto comercial. Está em seu primeiro mandato como senador. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[4] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[5]. Recebeu cargos públicos de Temer para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.


Waldemir Moka (PMDB - MS)

Médico de formação, foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Votou pela recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF, com o nome de Contribuição Social para a Saúde - CSS. Na ocasião, por apenas três votos, o imposto que inicialmente era provisório, foi mantido.[3] Votou a favor da suspensão da CPI do apagão aéreo em 2007.

Em 2016, fez parte da Comissão Especial de Impechment[4] do Senado Federal, que julgou a presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[5] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6]

Responde a oito processos na justiça sul mato grossense, a maioria deles por sonegação de IPTU.


Wellington Fagundes (PR - MT)

Médico veterinário de formação, está no primeiro mandato como senador, após seis mandatos como deputado federal. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[4] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[5] É  acusado por delator de receber R$ 300 mil em propina da Friboi. 


Wilder Morais (PP - GO)

Engenheiro e empresário, entrou no senado como suplente de Demóstenes Torres. Em 14 de setembro de 2015, Wilder filiou-se ao PP,[8] pelo qual tornou-se presidente estadual do partido.

Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[9]

Conversas telefônicas gravadas pela PF durante a Operação Monte Carlo revelam que Carlinhos Cachoeira atuou para que Wilder Pedro de Morais fosse o senador suplente de Demóstenes Torres.[5]

Devido à cassação de Demóstenes, no dia 13 de julho de 2012, Wilder assumiu o mandato no Senado.[12]

Conforme as escutas telefônicas, Wilder, então secretário de infraestrutura no governo de Marconi Perillo (PSDB) em Goiás, discutiu com Perillo assuntos tratados anteriormente com o bicheiro.[5]

A mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, que foi casada com Wilder e com quem teve dois filhos, era dona de uma loja de lingerie no Shopping Bouganville (Goiânia), de propriedade de Wilder.[5]

Wilder, um dos empresários mais ricos de Goiás, enfrenta denúncias relativas à omissão de grande parte de seus bens na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apenas na Junta Comercial de Goiás, registros mostram que Wilder é sócio-proprietário de 24 empresas. Na declaração de bens ao TSE, são listadas somente 15 empresas e um patrimônio de apenas R$ 14,4 milhões.[5]

Segundo informações da Receita Federal, dois shopping centers estão ausentes da declaração de patrimônio e foram constituídos antes das eleições de 2010, portanto devendo ter sido informados ao TSE:[5]
Bouganville (Nove Administração e Participações), em Goiânia, inaugurado em 2006;
Brasil Park (Brasil Park Participação e Investimentos), em Anápolis, inaugurado em 2007.




Zezé Perrella (PMDB - MG)


Foi presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados e de Frios de Minas Gerais (Sinduscarne) de 1992 a 1997. Também foi diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) de 1998 a 2001.[3] É dirigente esportivo ligado ao Cruzeiro Esporte Clube, 

Em 2013, seu nome esteve vinculado à apreensão de 445kg de pasta base de cocaína, dentro de um helicóptero de propriedade da família Perrella, quando a aeronave aterrissava em uma fazenda em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, em 24 de novembro daquele ano.[19]

Em nota à imprensa, divulgada em 10 de dezembro do mesmo ano, referente à investigação sobre a apreensão da cocaína, a Superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo informou que até então não ficara configurado "qualquer indício de envolvimento da empresa proprietária do helicóptero utilizado para o transporte da droga, nem de seus representantes legais", e que as investigações apontavam para "envolvimento isolado do piloto da empresa." 

Ainda segundo a nota de 2013, "a investigação segue atualmente perante a Justiça Federal no Estado do Espírito Santo, com o acompanhamento do Ministério Público Federal."[20]Nem Zeze Perrella, nem seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrella, foram indiciados, e o helicóptero lhes foi devolvido (o que, em tese, contraria o disposto no art. 62 da Lei Antidrogas [21]). 

Os quatro presos em flagrante durante a operação da Polícia Federal ficaram seis meses na prisão e foram libertados.[22] Hoje, o piloto Alexandre José de Oliveira Júnior exerce normalmente sua profissão, sendo proprietário de três helicópteros.[23]


Com informações da Wikipedia, Blog do Luís Pablo, Revista Época, Folha SP, A Tarde (BA) e FolhaMax

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Quem disse SIM a Aécio? - Parte 1

"André amava Marun que amava Cunha

que amava Temer que amava o PSDB que amava Aécio
que não amava ninguém.
André foi para as pesquisas, Marun para a Câmara,
Cunha morreu politicamente, Temer ficou para presidente,
O PSDB suicidou-se e Aécio casou com Senado
que não tinha entrado na história (de forma tão abjeta)


Releitura do poema "Quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade"

A releitura é do jornalista Alan Kaká, do Mato Grosso do Sul e resume bem o sentimento do povo brasileiro em relação à votação que blindou de vez o senador Aécio Neves (PSDB - MG), que foi absolvido de uma série de denúncias por 44 votos a 26. E agora, nossos leitores vão saber quem foram os senadores que votaram a favor do colega: 


Airton Sandoval (PMDB - SP)

Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1974, pelo MDB de São Paulo. Trocou de legenda em 1977, quando se filiou à ARENA, partido de sustentação ao Regime Militar, mas em 1979, ano da Anistia, voltou ao partido original, já então rebatizado PMDB. Em 2010, foi eleito suplente do senador Aloysio Nunes Ferreira[3]. Em 2017 com a efetivação de Aloysio Nunes Ferreira para o Ministério das Relações Exteriores, assumiu o cargo de senador.[4] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[5] No mesmo mês, votou, no conselho de ética, contra a cassação do mandato de Aécio Neves.[6]


Antonio Anastasia (PSDB - MG)

Anastasia foi eleito vice-governador de Minas Gerais nas eleições de 2006. Com a renúncia de Aécio Neves em março de 2010, assumiu o governo até o final do mandato. Foi reeleito nas eleições de 2010 em primeiro turno com 6,2 milhões de votos (62,72%). Permaneceu neste cargo até 4 de abril de 2014, quando renunciou para coordenar o Plano de Governo de Aécio Neves para Presidência da República e se colocar à disposição para candidatura ao Senado Federal.[3] Foi eleito senador em 5 de outubro de 2014 com 56,73% dos votos válidos, assumindo o cargo em 1º de fevereiro de 2015.

Em 6 de março de 2015, o Ministro Teori Zavascki, do STF, autorizou a abertura de inquérito contra Antonio Anastasia, juntamente com outros 48 políticos brasileiros com foro privilegiado de diversos partidos, a pedido da Procuradoria Geral da República, por conta de citação nas investigações da Operação Lava Jato da Polícia Federal.[25] Na ocasião, o ex-policial Jayme Alves Oliveira Filho, conhecido como "Careca", disse que foi a Belo Horizonte entregar dinheiro a uma "pessoa muito parecida" com Anastasia a mando do doleiro Alberto Youssef. Youssef confirmou que enviou recursos ilícitos para Belo Horizonte, porém negou que fossem para Anastasia.[26] O ex-policial Jayme foi condenado a 11 anos e 10 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro.[27]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[23] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[24]


Ataídes Oliveira (PSDB - TO)

É empresário do ramo de consórcios, construção civil e revenda de veículos em Tocantins. Então filiado ao PSDB, elegeu-se nas eleições estaduais no Tocantins em 2010 como primeiro suplente de senador de João Ribeiro. Com a morte do titular, assumiu definitivamente a cadeira de senador em 23 de dezembro de 2013, cujo mandato irá até 31 de janeiro de 2019.[1]

Em agosto de 2013 deixou o PSDB por divergências com governador tocantinense Siqueira Campos[2] e filiou-se ao PROS.

Nas eleições no Tocantins em 2014, disputou o cargo de governador obtendo a terceira posição com 24.874 votos (3,54%), atrás de Marcelo Miranda (PMDB), que acabou eleito, e de Sandoval Cardoso (SD), que disputava a reeleição. Após as eleições, em 11 de dezembro, deixou o PROS e retornou as fileiras do PSDB.[3]

Foi escolhido relator do processo que pedia a perda de mandato do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na Operação Lava Jato.[4]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[5] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6] Também é acusado de nepotismo, ao empregar a própria sogra em seu gabinete.



Benedito de Lira (PP - AL)

É pai do Deputado Federal Arthur Lira e advogado de formação. Começou sua carreira na ARENA, partido de sustentação do Regime Militar. Lira foi um dos envolvidos no escândalo das ambulâncias superfaturadas também conhecido como sanguessugas.[7]

Benedito de Lira, e seu filho Arthur Lira, investigados pela Polícia Federal no esquema de corrupção da estatal Petrobras. A PF pontou indícios de corrupção passiva após a conclusão dos inquéritos abertos para apurar a participação de Benedito e Arthur Lira. De acordo com o texto do relatório, Arthur Lira e Benedito de Lira "se beneficiaram com o recebimento de quantias periódicas indevidas, oriundas do pagamento de propinas por por empresas que tinham contratos com a Petrobras, em razão do controle pelo Partido Progressista (Brasil) (PP) da Diretoria de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa, em troca de votar a favor de projetos de interesse do governo federal".[8]

Em fevereiro de 2016, teve seus bens bloqueados pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão do ministro Teori Zavascki, no valor de R$1,6 milhão. O pedido do bloqueio foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que é responsável pela investigação contra Benedito, na Lava Jato.[9]



Cássio Cunha Lima (PSDB - PB)

Cunha Lima é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Já foi prefeito de Campina Grande por três vezes, deputado federal por dois mandatos e governador da Paraíba por duas vezes.[2] Atualmente é Senador da República e foi presidente interino do Senado de 2 de maio de 2017 até 8 de maio de 2017.[3][4] Filho do ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima, já falecido.

Cássio Rodrigues da Cunha Lima foi condenado por abuso de poder político e teve seu mandato como governador cassado. Ele foi condenado por, segundo a justiça, ter realizado um programa de assistência social sem lei específica, versão que ele sempre contestou.

Ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas:[19]

TRE-PB - Representação nº 215/2006 - Teve o mandato de governador cassado em ação de investigação judicial por conduta vedada a agente público.e pagamento de multa. Recorreu, mas decisão foi mantida no TSE e no STF: TSE - Processo nº 3173419.2007.600.0000 e STF - Agravo de Instrumento nº 760103/2009.

TRE-PB - Representação nº 251/2006 - Foi condenado a pagamento de multa em ação de investigação judicial por abuso de poder político e conduta vedada a agente público. O parlamentar recorre da decisão: TSE - Processo nº 4716474.2008.600.0000

Na 23ª fase da Operação, o político é citado em planilhas apreendidas pela Polícia Federal com a sigla "CCL", mostrando que ele provavelmente teria recebido doação da empresa Odebrecht no valor de R$ 500 mil. Em outra parte das planilhas, seu nome é citado num repasse de R$ 250 mil. São quatro doações que juntas formam R$ 4.400,00, por meio do então candidato a deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), que em 30 de setembro de 2014, recebeu da construtora a doação de R$ 50 mil em espécie.[20]


Cidinho Santos ( PR - MT )


Foi prefeito de Nova Marilândia (MT), por três mandatos. Presidiu a Associação Mato-grossense dos Municípios.[2]

Nas eleições de 2010, foi eleito primeiro suplente de Blairo Maggi ao Senado Federal. Assumiu o cargo em diversas oportunidades, sendo a ultima em virtude da nomeação de Maggi para ocupar o Ministério da Agricultura do governo Michel Temer.[3]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[4] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[5]

É acusado de envolvimento com a Máfia das Sanguessugas


Ciro Nogueira (PP - PI)

Empresário e advogado, está em seu primeiro mandato de senador. É herdeiro de uma família com larga tradição política no Piauí: seu avô paterno, Manuel Nogueira Lima, foi prefeito de Pedro II nomeado logo após a Revolução de 1930 e seu pai foi eleito deputado federal por duas legislaturas, além de outros familiares que ingressaram na política. Seu tio Etevaldo Nogueira foi eleito deputado federal pelo estado do Ceará em 1986 e 1990.

Na condição de membro da CPMI do Cachoeira, foi um dos 18 votos que rejeitou o relatório oficial para a comissão. O relatório alternativo endossado pelo senador e mais 20 membros da comissão sugeriu a continuidade das investigações por parte do Ministério Público e da Polícia Federal, mas sem nenhum indiciamento ou responsabilização penal.[3] À época dos trabalhos na CPI mista, a divulgação de gravações íntimas de sua então assessora parlamentar Denise Leitão Rocha levou o nome do senador à evidência midiática.[4]

Em 2016, o senador Ciro Nogueira volta a se envolver em novos escândalos, apontado por Cláudio Mello Filho, do Conselho da Construtora Odebrecht , de ter recebido propina para as campanhas de 2010 e 2014, beneficiando a ele próprio e sua esposa, a deputada federal Iracema Portela, também do PP, partido a qual Ciro preside nacionalmente, e que teria pedido propina para financiar campanhas do partido por todo o país no valor de R$ 5 milhões. O senador também recebeu propina da Construtora UTC, no valor de R$ 2 milhões, em 2014, em troca de favorecê-la em obras púbicas. A Polícia Federal pediu seu indiciamento ao Supremo Tribuna Federal.[5]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[6] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[7]


Dalírio Beber (PSDB - SC)

Advogado e político, está em seu primeiro mandato no Senado Federal. Afirmou que "Caixa Dois não é necessariamente corrupção"Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[5] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6]


Dário Berger (PMDB - SC)

Dário é ex-prefeito de Florianópolis e irmão do também ex-prefeito de São José Djalma Berger (PSB), ex-deputado-federal, ex-deputado estadual e ex-secretário municipal de Obras de São José e de Florianópolis.[2] No começo do ano teve bens bloqueados ao ser acusado de improbidade administrativa. Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6]


Davi Alcolumbre (DEM - AP)

Está em seu primeiro mandato no Senado Federal e é um dos 13 senadores que não possuem nível superior.[3]. Responde aos seguintes processos judiciais:

TRE-AP - Ação de investigação judicial eleitoral nº 179818.2014.603.0000 - É alvo de investigação referente a abuso de poder econômico, político e de autoridade, bem como captação ilícita de sufrágio. O esquema envolvia a celebração de convênios milionários entre o Estado do Amapá e a Prefeitura de Macapá, para a realização de obras de asfaltamento, usadas para propaganda durante a campanha de candidatos, além do uso de veículos de comunicação custeados com recursos públicos. 

Também teria envolvido o constrangimento de servidores comissionados da prefeitura a apoiarem e votarem no parlamentar, sob pena de serem demitidos, e do Batalhão de Operações Especiais da PM/AP e o Corpo de Bombeiros Militar, que deveriam fazer o mesmo sob pena de transferência para outra unidade ou represálias. Em decisão liminar, a justiça determinou a retirada das menções aos acusados dos sítios oficiais do governo do Estado do Amapá e da Prefeitura de Macapá.

TRE-AP - Prestação de Contas nº 0000082-19.2015.6.03.0000 - O DEM-AP teve desaprovadas suas contas referente ao exercício de 2014, durante a gestão do parlamentar na presidência estadual da sigla. O partido recorreu, mas decisão foi mantida: TSE - Agravo nº 0000082-19.2015.6.03.0000. 


Edison Lobão (PMDB - MA)

Jornalista e político, Lobão é ex-governador, ex-ministro e está em seu terceiro mandato no Senado Federal. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, autorizou a abertura de investigação contra o senador em 6 de março de 2015, tirando o sigilo do pedido de abertura de inquérito.[8]

Em 25 de novembro de 2015, em votação no Senado para a permanência ou não na prisão, do senador Delcídio do Amaral, Lobão absteve-se de votar, sendo a única abstenção. Delcídio, líder do governo no Senado, fôra preso na manhã do mesmo dia, acusado pelo Ministério Público de estar interferindo nas investigações da Operação Lava Jato.[9]

Durante as votações no processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado, Lobão votou pela continuidade do processo e pela perda do mandato da ex-presidente, porém foi contra a inelegibilidade da mesma.[10][11]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[12] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[13]

Em fevereiro de 2017 foi deflagrada a Operação Leviatã, um desdobramento da Lava Jato, onde Edison e seu filho, o também Lobão, são suspeitos de terem recebido propinas superiores a 5 milhões de reais, dinheiro oriundo da construção da Usina Hidreletrica de Belo Monte e de Angra 3.[14]

Em 15 de dezembro de 2015 foi alvo de buscas pela Polícia Federal da Operação Catilinárias, que representa a 22ª fase da Operação Lava Jato.[15]. O jornal El País, em 4 de abril de 2016, divulgou que Edison Lobão e outros investigados na Lava Jato têm contas em offshores abertas pela companhia panamenha Mossack Fonseca, especializada em camuflar ativos usando companhias sediadas em paraísos fiscais.[16][17]


Eduardo Amorim (PSDB - SE)


Médico e advogado de formação, está em seu primeiro mandato no senado. A Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe ajuizou, em dezembro de 2014, uma ação por abuso de poder no período eleitoral do mesmo ano.[11] O candidato a vice-governador na sua chapa, Augusto do Prado Franco Neto, também é réu no processo. Segundo o Ministério Público Federal, os dois são acusados de usar a Rede Ilha de emissoras de rádio, de propriedade da família Amorim, para divulgar sua candidatura, seja em entrevistas sobre temas diversos, debates ou participações ao vivo. A divulgação da candidatura começou antes do período eleitoral, o que rendeu ao candidato condenações por propaganda antecipada.

Por fim, o conglomerado de rádios também era usado para denegrir a imagem do candidato Jackson Barreto, que disputou o governo do Estado com Eduardo Amorim.[12]

Os abusos da Rede Ilha foram penalizados pelo Tribunal Regional Eleitoral com a retirada das rádios do ar por 24 horas às vésperas das eleições. As inserções do Partido Social Cristão (PSC) e dos outros partidos da coligação que apoiou Amorim também foram desvirtuadas para divulgar a candidatura do senador ao governo do Estado.

Caso sejam condenados, Eduardo Amorim e Augusto Franco Neto poderão ficar inelegíveis por oito anos.[13] O processo corre sob o nº 1289-75.2014.6.25.0000[14]

Ele também é investigado no inquérito nº 2867, que apura a prática de crimes contra a Lei de Licitações e improbidade administrativa[15], além de ter seu nome citado na operação Lava Jato.[16]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[8]

Em julho de 2017, votou contra a cassação de Aécio Neves no conselho de ética do Senado.[10]


Eduardo Braga (PMDB - AM)

Entre outros cargos, foi prefeito de Manaus, governador do Amazonas e ministro de Minas e Energia.[1] É acusado de receber 1 milhão de reais da Odebrecht, além de ameaçar pessoas quando sua propina atrasava. Citado na Operação Lava Jato, pode pegar até 22 anos de cadeia.

Eduardo Lopes (PRB - RJ)

Radialista ligado à Bancada Evangélica e à Igreja Universal do Reino de Deus, assumiu a titularidade em janeiro deste ano com a ida de Marcelo Crivella à Prefeitura do Rio de Janeiro. Responde aos seguintes processos:

TRE-RJ - 61ª Z.E. - Prestação de contas nº 0000013-51.2015.6.19.0061 - A Justiça Eleitoral declarou não prestadas as contas do PRB de Sapucaia (RJ) referentes ao exercício financeiro de 2014. Foi determinada a suspensão de repasses de cotas do Fundo Partidário à seção municipal pelo tempo em que permanecer omissa. 

TRE-RJ - 60ª Z.E. - Prestação de contas nº 0000004-58.2016.6.19.0060 - A Justiça Eleitoral declarou não prestadas as contas do PRB de São Sebastião do Alto (RJ) referentes ao exercício financeiro de 2015. Foi determinada a suspensão de repasses de cotas do Fundo Partidário à seção municipal pelo tempo em que permanecer omissa. 



Elmano Ferrer (PMDB - PI)

Advogado e agrônomo, Ferrer está em seu primeiro mandato de senador. Foi prefeito de Teresina. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[5] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[6]

Ferrer é réu em 18 ações de improbidade administrativa na primeira instância da Justiça comum. Todas foram movidas pelo Ministério Público (MP). Dessas ações, 17 se referem a contratações sem concurso feitas pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina na época em que Elmano foi prefeito da cidade, entre 2010 e 2012. 

O MP viu problemas, por exemplo, na admissão de auxiliares de administração, fisioterapeutas, porteiros, motoristas, fonoaudiólogos, dentistas e médicos, entre outros.


Fernando Bezerra Coelho (PMDB - PE)

Em outubro de 2014 foi eleito Senador por Pernambuco. Hoje o Senador integra a base aliada do governo Michel Temer, e tal posição foi mantida mesmo após a denuncia de que o presidente teria pedido 480 milhões de reais em propina para Eduardo Cunha.[5] [6]. É pai do ministro de Minas e Energia Fernando Filho. No Senado, em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[23] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[24] É recém integrado ao PMDB após uma saída tumultuada do seu partido de origem, o PSB.

A Polícia Fderal através da Operação Turbulência investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 600 milhões. O dinheiro teria sido utilizado para abastecer o caixa 2 do PSB e assim financiar a campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco em 2010 e nas eleições presidenciais de 2014.[25]

Segundo as investigações parte do dinheiro teria sido utilizado na compra da aeronave utilizado por Campos na sua campanha e que caiu no acidente. Segundo o Ministério Público Federal Eduardo Campos e senador Fernando Bezerra Coelho teriam recebido propina do dono da aeronave.[26] A construtora Camargo Corrêa teria pago propina a Campos e Coelho referentes as obras na Refinaria Abreu e Lima. A empreiteira OAS também estaria envolvida. O esquema de lavagem de dinheiro também estaria ligado com outros esquemas investigados na Operação Lava Jato.[27]

Em agosto de 2016 a Polícia Federal confirmou propina em favor de FBC comprovando denúncia do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em um de seus depoimentos, onde afirmou que o valor solicitado foi de R$ 20 milhões. O inquérito foi concluído e entregue ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).[28]

Em 3 de outubro de 2016, foi denunciado na Operação Lava Jato pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.[29] É acusado de receber propina de cerca de R$ 41 milhões.[30]


Fernando Collor (PTC - AL)



O ex-presidente e ex-governador de Alagoas está em seu segundo mandato no Senado. Na presidência, Seu governo foi marcado pela implementação do Plano Collor e a abertura do mercado nacional às importações e pelo início de um programa nacional de desestatização. Seu Plano, que no início teve uma boa aceitação, acabou por aprofundar a recessão econômica, corroborada pela extinção, em 1990, de mais de 920 mil postos de trabalho e uma inflação na casa dos 1200% ao ano; junto a isso, denúncias de corrupção política envolvendo o tesoureiro de Collor, Paulo César Farias, feitas por Pedro Collor de Mello, irmão de Fernando Collor, culminaram com um processo de impugnação de mandato (impeachment). O processo, antes de aprovado, fez com que o presidente renunciasse ao cargo em 29 de dezembro de 1992, deixando-o para seu vice Itamar Franco.[2]Collor ficou inelegível durante oito anos.

Segundo levantamento do instituto Datafolha em março de 1990, quando Collor tomou posse, 71% dos eleitores tinham uma expectativa de que o governo federal fosse "ótimo" ou "bom". Três meses depois, em junho de 1990, esse percentual de Collor já havia caído para 36%. No final, entretanto, a administração collorida foi rejeitada (respostas "ruim" e péssimo") por 68% dos pesquisados. Collor terminou o seu governo com apenas 9% de aprovação popular.[31]

A ex-primeira-dama Rosane Collor, logo após a separação em 2005,[52] fez revelações de que o ex-presidente Fernando Collor participava de rituais de magia negra na mansão oficial do presidente, a Casa da Dinda.[53] Em 2006 ela diz sofrer ameaças por ser um "arquivo vivo": "Eu ia para o lançamento de um disco evangélico e uma pessoa me disse por telefone que se fosse ao evento, eu não voltaria", disse anos mais tarde.[52] 

Rosane Collor foi além dizendo que os rituais feitos envolviam cemitérios e sacrifício de animais.[54] Em 2008, durante entrevista à Folha Universal, jornal semanal da Igreja Universal do Reino de Deus da qual a ex-primeira dama faz parte, ela disse que Collor só recorria aos supostos rituais sempre que alguém "fazia mal a ele", porque "na visão de Collor tudo de ruim que mandassem para ele tinha que ser devolvido."[55] Em 2012, afirmou que lançaria uma biografia contando outros detalhes dos acontecimentos que seriam os mais surpreendentes da história recente do Brasil.[56]

Em 2014, a ex-primeira-dama Rosane Collor lançou a autobiografia Tudo o Que Vi e Vivi pela editora LeYa, onde narra os bastidores de sua vida com o ex-presidente, o impeachment sofrido por ele em 1992 e rituais macabros de magia negra.[57]

Em março de 2015, durante o mandato como senador pelo PTB de Alagoas, foi incluído na lista de 47 políticos investigados no inquérito sobre a Operação Lava Jato.[58]

Em 14 de julho de 2015, a Polícia Federal deflagrou a operação Politeia com 53 mandados de busca e apreensão em casas de políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras. Collor teve três carros apreendidos: uma Ferrari, um Porsche e um Lamborghini, que estavam estacionados na Casa da Dinda.[59]. Ele classificou a operação da Polícia Federal como “invasiva e arbitrária”[60].

Em 24 de abril de 2017, a Polícia Federal concluiu um dos inquéritos contra o senador no âmbito da operação Lava Jato e o acusou de peculato – desvio de dinheiro público por meio de seu cargo – por ter interferido para que a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, contratasse uma empresa que, posteriormente, repassava recursos ao senador. O senador já é alvo de uma denúncia da Lava Jato no STF, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de corrupção da Petrobras. 

Oferecida em agosto de 2015, no dia 15 de agosto de 2017, o STF aceitou a denúncia e o tornou réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa. Por unanimidade, os ministros da Segunda Turma acompanharam o voto do relator do caso, Edson Fachin. Votaram juntamente com ele Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Porém os ministros descartaram várias acusações feitas no processo, a exemplo de peculato e obstrução de Justiça. A defesa do ex-presidente alegou que não há provas nem de contrapartida.[61] Além dessa denúncia, o senador também responde atualmente a seis inquéritos relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras. [62]


Flexa Ribeiro (PSDB - PA)

Flexa Ribeiro é graduado em engenharia civil pela Universidade Federal do Pará e é um empresário da construção civil, tendo sido muito influente durante os governos de Almir Gabriel/Simão Jatene.

Presidiu o Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon/PA) e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). Também é diretor da Confederação Nacional da Indústria.

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[1] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[2]

Em julho de 2017, votou contra a cassação de Aécio Neves no conselho de ética do Senado.[3]

Pouco depois da vitória de Duciomar a prefeito de Belém, Flexa foi preso em 4 de novembro de 2004 pela Polícia Federal na chamada Operação Pororoca.[6] Havia sido acusado de participar através de sua empresa, a Engeplan, de um esquema de fraudes em concorrências públicas, desistindo de uma licitação para beneficiar outra. Foi solto 4 dias depois.



Garibaldi Alves Filho (PMDB - RN)

Advogado e jornalista, ele é membro de uma das famílias mais influentes do Rio Grande do Norte, seu pai tornou-se senador após a eleição da ex-governadora do Rio Grande do Norte , Rosalba Ciarlini para o governo em 2010. Sobrinho do Ex-ministro e governador Aluízio Alves, primo do ex-ministro do Turísmo, Henrique Eduardo Alves e do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, é casado com Denise Pereira Alves e pai de Bruno Alves e do deputado federal Walter Alves (PMDB-RN). Responde a acusações de Crime eleitoral, tem o nome citado na Lava Jato e tem condenação por improbidade administrativa 


Hélio José (PROS - DF)

Nas eleições de 2010, foi eleito primeiro suplente de Rodrigo Rollemberg ao Senado Federal. Foi candidato ao cargo de Deputado Distrital do Distrito Federal pelo Partido Social Democrático (PSD) nas eleições de 2014, recebeu apenas 6 votos e não foi eleito.[3][4] Em 2015, assumiu a vaga de senador pelo Distrito Federal, uma vez que Rollemberg foi eleito, em 2014, governador do Distrito Federal, tendo que renunciar ao mandato de Senador da República.[5]

Foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ajudou a fundar o Partido Social Democrático (PSD), no qual foi filiado entre 2010-2015. Em dezembro de 2015, ingressou no recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB). [6] Em março de 2016, ingressa no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).[7]

Esteve envolvido em uma polêmica acerca de um áudio seu divulgado pelo WhatsApp, em que critica o impeachment e dá suas opiniões informais sobre a conjuntura política do Brasil: "Se Temer assumir, mas o problema é que vai assumir é o compromisso que ele teve de assinar com os bandidos do Cunha e com o grande empresariado [...] Acho que vão chorar lágrimas de sangue para que o PT volte daqui a dois anos. Vão ver a desgraceira que vai acontecer nesse país com arrocho, onde servidor público vai ser tratado na pinhola, onde o servidor público vai perder os seus direitos". O áudio vazado causou celeuma dentro do PMDB.[8] No entanto, Hélio José posicionou-se a favor da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, defendendo Michel Temer em plenário.[9][10]

Em agosto de 2016, novas gravações divulgadas na internet mostram o senador Hélio José defendendo a indicação de um ex-assessor para o cargo de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no Distrito Federal. Nos áudios, o político diz que nomeia "a melancia que quiser" para o posto e que quem não "estiver com ele" pode "cair fora". "Isso aqui é nosso. Isso aqui eu ponho quem eu quiser, a melancia que eu quiser aqui, eu vou colocar", diz o senador em um trecho da conversa.

Em nota, o senador ressaltou a capacidade técnica do seu assessor. “O sr. Nilo é gestor financeiro, devidamente inscrito no Conselho Regional de Administração, de elevada capacitação técnica, a quem o senador confiou e sugeriu uma indicação técnica para assumir a SPU-DF, que tem por finalidade zelar, manter, administrar e sobretudo, ajudar a destravar o sistema fundiário inclusive na regularização dos condomínios de uma forma técnica, honesta e totalmente dentro da legalidade”, atestou.[11][12]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[13]

Em julho de 2017, votou contra a cassação de Aécio Neves no conselho de ética do Senado.[14]

Em outubro de 2017, confirmou saída do PMDB, e o ingresso no PROS, após exoneração de apadrinhados seus pelo presidente Michel Temer, que o senador chamou de "retaliação".[15]


Ivo Cassol (PP - RO)


Foi prefeito de Rolim de Moura e governador de Rondônia. Integrou o Partido da Social Democracia Brasileira e Partido Popular Socialista (PPS). Desde 2010 é membro do Partido Progressista (PP) e Senador da República para o período 2011-2018. 

Com a consolidação dos negócios da família, tanto na atividade agropecuária de ponta como na hidrogeração, Ivo Cassol decidiu exercer a vida pública. Na época do governo do coronel Jorge Teixeira de Oliveira (1979/1985), o pai Reditário Cassol foi nomeado administrador de Colorado do Oeste. Em 1986, Reditário elegeu-se deputado estadual, sendo o autor de projetos de lei que criaram 19 municípios na década de 90. Em 1990, Reditário Cassol foi eleito deputado federal para a legislatura 1991/1994.

O irmão, César Cassol foi prefeito do município de Santa Luzia do Oeste entre 1989 e 1992 e, de 1994 a 2002, foi eleito deputado estadual por duas legislaturas. Em 2000, quem se elege para administrar a prefeitura de Alta Floresta d'Oeste é Darcila Cassol ("Nega Cassol"), irmã de Ivo (período 2001/2004).

César Cassol foi eleito prefeito de Rolim de Moura para o quadriênio (2013/2016).

Em março de 2012, Ivo Cassol deu declaração polêmica sobre Projeto de Lei prevendo o corte do 14º e 15º salários — sem desconto de imposto de renda — a que os parlamentares têm direito, tendo pedido vista do projeto e com isso postergado sua votação:[9]

“ O político no Brasil é muito mal remunerado. Tem que atender o eleitor com pagamento de passagens, remédio, é convidado para patrono e tem que pagar as festas de formatura porque os jovens não tem dinheiro.

Em 8 de agosto de 2013, Ivo Cassol foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e oito meses em regime semiaberto por fraudar licitações quando era prefeito de Rolim de Moura (RO) entre 1998 e 2002, direcionando os processos a empresas de parentes e amigos.[10]

O senador divulgou que vai recorrer da decisão do STF e continuará exercendo seu mandato.[11]. Atualmente o julgamento está chegando ao fim, mas teve mais um pedido de vistas ao processo o que deve atrasá-lo.[12]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[13] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[14]

Em 14 de julho de 2017, Ivo Cassol foi flagrado conversando com agenciadores de uma rede de prostituição, através de escutas plantadas pela polícia civil da capital federal. Cassol demonstra em um dos audios intimidade com o agenciador e com uma de suas garotas de nome Gabriela, que utilizava as mulheres para influenciar as decisões dos parlamentares em relação a liberação de um medicamento contra o câncer.[17]




Jader Barbalho (PMDB - PA)

Advogado, político e empresário brasileiro, que defendeu a restituição do mandato do senador Aécio Neves. Em sua carreira política foi vereador, senador, deputado, governador e ministro. É o pai de Helder Barbalho, ex-prefeito de Ananindeua e em 2014 candidato a governador do estado do Pará, e ex-marido da deputada federal Elcione filho de Laércio Wilson Barbalho, casado com a deputada federal Simone Morgado.[1]

Em sua carreira, Jader Barbalho foi alvo de várias denúncias de corrupção e malversação de recursos públicos.[2] É o proprietário do Grupo RBA de Comunicação e do jornal Diário do Pará, e um dos acionistas da TV Tapajós, afiliada à Rede Globo. Com início humilde em Belém, Jader tornou-se um milionário após várias décadas na política.[3]

Jader Barbalho renunciou ao cargo de senador em 2001, sob denúncia de desvio de verbas públicas da SUDAM, do Banpará e do INCRA. Jader foi preso por alguns dias, e a SUDAM foi fechada. Mas Jader tornou a ser eleito deputado federal em 2002 e 2006 e senador em 2010. Em 2010, ele foi considerado inelegível por ter renunciado o cargo de senador apos briga com Antônio Carlos Magalhães, como ficha-suja,[4] mas conseguiu reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal.

Após escândalos, a seguir renunciaria à presidência do PMDB em favor do senador Maguito Vilela e se licenciaria da presidência do Senado Federal por sessenta dias, porém em 19 de setembro de 2001 sua renúncia ao cargo foi apresentada e em 5 de outubro Jader abdicou também de seu mandato[8] de modo a impedir que o processo por quebra de decoro parlamentar instaurado contra ele pelo Conselho de Ética tivesse seqüência e, em caso de cassação, inabilitá-lo para o exercício de funções públicas por oito anos.

Com a recusa de seu pai, primeiro suplente, em ocupar sua cadeira, a vaga ficou nas mãos do segundo suplente Fernando Ribeiro.

Em 2002, após sua renúncia, chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal sob a acusação de desvio de dinheiro público.[9]

Como Barbalho renunciou ao mandato de senador, o senador foi considerado "ficha-suja" pela lei Ficha Limpa.[10] Com isso foi considerado inelegível pela justiça eleitoral brasileira à vaga do Senado Federal que pleiteava. Ao deputado José Eduardo Cardozo, pertencente ao PT-SP e um dos colaboradores do ficha-limpa, Jader Barbalho apelidou-o pgmeu[11]em entrevista. Na mesma entrevista, Jader afirmou que a decisão do STF foi "esdrúxula" e "patética". Para o juiz Mário Reis, um dos idealizadores da lei da Ficha Limpa, "Jader tem de procurar outra profissão".[12]

Assumiu o mandato de Senador em 28 de dezembro de 2011, uma vez que a Lei da Ficha Limpa não valeu para a eleição de 2010.[13]

O documentário americano Manda Bala (Send a Bullet no original em inglês) retrata as raízes da violência na corrupção no Brasil — para tanto tem como um de seus personagens retratados, entre outros, o então Senador Jader Barbalho. O documentário mostra seu poder político, sua influência nos meios de comunicação do Pará e seu envolvimento no escândalo da SUDAM.[14]

Em 7 outubro de 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir ação penal contra o senador Jader Barbalho por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.[15]

O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró acusou o senador Jader Barbalho de receber propina em contratos da Petrobras para a compra de navios-sonda.[16]

Em dezembro de 2015, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou investigar os senadores Jader Barbalho, Renan Calheiros e Delcídio do Amaral em dois novos inquéritos da Operação Lava Jato. O pedido de investigação ao supremo foi feito pelo procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot. Em um deles será investigado Jader Barbalho, Renan Calheiros e Delcídio (preso à pedido do STF), e no outro Jader Barbalho, Renan Calheiros e o deputado Aníbal Gomes, do PMDB do Ceará.[17]

Em 5 de setembro de 2016, a Polícia Federal apontou indícios de que o PMDB e os senadores Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e Valdir Raupp (RO) receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais,[18] segundo relatório que integra inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal. 

Um dos indícios é o volume de contribuições que o partido recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: foram R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O relatório da PF ainda junta a versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico. A conclusão do documento foi de que todos os quatro receberam as maiores contribuições de suas campanhas não de empresas, mas do PMDB. [19]



João Alberto Souza (PMDB - MA)

Economista de formação, foi vice-governador do Maranhão, de 17 de abril de 2009 até 31 de dezembro de 2010. Eleito senador, possui mandato até 2018. Em 1990, Alberto assumiu o governo do Maranhão, segundo denúncias da imprensa local na época, ele assumiu por meio de forma ilegal, já que oficialmente ele deixou de ser vice-governador.

Nesse episódio, sua posse foi contestada pelo presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão. Para manter-se no cargo, cercou o palácio dos Leões de policiais ordenando que abrissem fogo contra qualquer invasor. O próprio voltou para o seu gabinete, onde, armado de um revólver calibre 38, esperou pela invasão, que não chegou a ocorrer.[2]

Também por meio de denúncias da imprensa local e nacional na época, foi líder da Operação Tigre, responsável pela morte indiscriminada de criminosos e pessoas sem passagem criminal em Imperatriz e região, na primeira tentativa de derrotar o crime organizado no Estado que agia desde final dos Anos 70 (que só foi desmantelado em 1999, com prisão dos primeiros líderes e integrantes em 1998). A operação deixou cerca de 300 mortos.

No Senado Federal, João Alberto foi eleito presidente do Conselho de Ética. [3] Foi Secretario de Programas Especiais do governo Roseana Sarney, no Maranhão.[4]

Em novembro de 2015, votou contra a prisão de Delcídio Amaral.[5] Em 2017, arquivou pedido de cassação por quebra de decoro contra Aécio Neves, que havia sido afastado do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal.[6]



Jose Agripino (DEM - RN)

Presidente nacional do Democratas(DEM), está no quarto mandato como senador pelo estado do Rio Grande do Norte. É proprietário da TV Tropical[1], afiliada da RecordTV no estado do Rio Grande do Norte, além da rede de emissoras de rádios vinculadas à Rede Tropical.Membro de uma das famílias mais influentes do Rio Grande do Norte, é filho de Tarcísio Maia e primo de Lavoisier Maia Sobrinho. Possui também ligação de parentesco direto com o ex-ministro do Tribunal de Contas da União e ex-governador do estado da Paraíba, João Agripino Filho (já falecido). 

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[8] Responde acusações de envolvimento na Lava Jato. Também é acusado de receber propina em obra da Copa do Mundo.


José Maranhão (PMDB - PB)

É um empresário e políticobrasileiro, atualmente senador[1] pela Paraíba, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador do estado da Paraíba em três ocasiões. Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[8] Zé Maranhão enfrenta oito processos na Justiça Eleitoral: de abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meios de comunicação.[17]



José Serra (PSDB - SP)



Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), é Senador pelo Estado de São Paulo. Foi ministro das Relações Exteriores do Brasil, compondo o governo Michel Temer, até pedir demissão no dia 22 de fevereiro de 2017 por problemas de saúde.[1]

Em 9 de dezembro de 2011, Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou na campanha de Dilma Rousseff para a presidência, lançou o livro A Privataria Tucana, que relata supostas irregularidades ocorridas durante as privatizações no governo de Fernando Henrique Cardoso.[184] Segundo o livro, a família de José Serra estaria envolvida num esquema de lavagem de dinheiro e desvio de fundos públicos.[185] Segundo o Brasil 247, Serra tentou comprar estoque do livro, mas sem sucesso.[186] Amaury Ribeiro Jr. foi acusado no "Escândalo do Dossiê" e indiciado em quatro crimes pela Polícia Federal.[187] Serra acusou interesses eleitorais atrás do livro. Verônica Serra, filha de Serra, e o PSDBprocessaram criminalmente o autor por calúnia e difamação.[188][189] Em março de 2013, Serra recebeu uma indenização de R$ 1.000 por danos morais pelo livro de Amaury Júnior.[190]

No ano de 2009, o site Wikileaks vazou documentos do consulado americano no Rio de Janeiro, entre os quais encontrava-se uma uma correspondência entre José Serra e executivos das petrolíferas norte-americanas Chevron e Exxon, onde ele assumia o compromisso de mudar as regras de exploração do pré-sal brasileiro para beneficiar a empresa americana bem como outras empresas petrolíferas estrangeiras.[204][205][206] Naquela ocasião, José Serra prometeu às empresas estrangeiras que a lei de exploração petrolífera seria alterada caso os interesses destas empresas fossem atingidos pelo Congresso Nacional.[207][208]

Outra polêmica envolvendo o senador ocorreu no início de 2016, após Lauro Jardim do jornal O Globo denunciar que José Serra mantinha uma funcionária fantasma empregada em seu gabinete chamada Margrit Dutra Schmidt - irmã da jornalista Miriam Dutra que teve um romance de seis anos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.[211] De acordo com a reportagem de O Globo, Margrit recebe salário de gabinete no Congresso Nacional há 15 anos, porém nunca teria comparecido ao trabalho, sendo inclusive desconhecida pelos colegas de gabinete.[212]

Segundo a empresa alemã, Siemens, corporações internacionais e Serra combinavam previamente os preços de vencedores e perdedores das licitações para a aquisição de equipamentos e serviços ferroviários em São Paulo, e assim faturar acima do preço correto.[215][216][217][218][218][219] Cinco contratos supostamente fraudulentos foram assinados entre 1998 e 2008, enquanto os governadores de São Paulo, Serra, Mário Covas e Geraldo Alckmin ocupavam cargo durante o período.[220] Há também a denúncia de que os empresários também corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB (que tem governado o Estado de São Paulo desde 1995) e servidores públicos de alto escalão.[217][221]

Informa O Globo que Serra, logo no quinto dia como Ministro das Relações Exteriores, renovou a concessão de passaporte diplomático ao pastor Samuel Cássio Ferreira e à sua esposa, Keila Campos Ferreira. Samuel é investigado pela Operação Lava Jato sob a acusação de lavar 250 mil reais de propina em benefício de Eduardo Cunha. A cifra teria sido depositada numa conta corrente da igreja Assembleia de Deus.[222]

O Itamaraty defendeu o ato do Ministro afirmando "levar em conta o princípio de isonomia para conceder passaportes diplomáticos a religiosos, uma vez que cardeais da Igreja Católica os recebem." O ato contraria três pareceres técnicos previamente emitidos pelo próprio órgão, um deles constatando que o titular é dirigente da Assembleia apenas no âmbito do bairro paulistano do Brás e "não responde pela instituição no Brasil."[222]


Maria do Carmo Alves (DEM - SE)

Advogada formada pela Universidade Federal de Sergipe, casou-se com João Alves Filho, que se tornaria governador de Sergipe. Em novembro de 2015, licenciou-se do mandato de Senadora da República, para assumir a Secretaria de Família e Assistência Social de Aracaju. Em seu lugar o primeiro suplente, Ricardo Franco (DEM), assume a cadeira no Senado. [1]

Em 6 de maio de 2016, deixou a secretaria, para votar a favor da abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, e se licenciou. Voltou em definitivo ao exercício de senadora, em agosto de 2016. [2] Deixa o cargo novamente para reassumir a pasta em Aracaju. É chamada pela imprensa de parlamentar "desconhecidíssima" e com pouca participação ativa em plenário.



Marta (PMDB - SP)

Descendente direta dos barões de Vasconcelos, Marta viveu seus primeiros anos no Jardim Paulistano, e estudou em instituições de ensino da elite paulistana. Em 1964, casou-se com Eduardo Suplicy, com quem teve três filhos—incluindo os cantores Supla e João. Entre 1966 a 1968, morou com Eduardo nos Estados Unidos, onde ambos estudaram. Em 1970, Marta graduou-se em psicologia pela PUC-SP, concluindo uma pós-graduação e um mestrado no exterior logo depois.

Marta trabalhou como psicóloga comportamental e sexóloga. Em 1980, passou a apresentar o quadro Comportamento Sexual, na TV Mulher, onde falava abertamente sobre temas sexuais. Entre 1989 e 1992, trabalhou com Paulo Freire na implementação de um programa de orientação sexual. Em 1994, foi eleita deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores—partido o qual estava filiada desde 1981. Em 1998, Marta concorreu ao governo de São Paulo, mas foi derrotada ainda no primeiro turno.

Em 2000, elegeu-se prefeita de São Paulo—cargo que ocupou até 2005, após não conseguir se reeleger. Em 2007, tornou-se ministra do Turismo no governo Lula e, em 2008, foi derrotada no segundo turno da eleição paulistana. Marta foi eleita senadora em 2010 e foi empossada no cargo em fevereiro de 2011. Desde então, afastou-se da função durante o período em que foi ministra da Cultura (2012-2014), saiu do PT e concorreu, novamente sem sucesso, à prefeitura de São Paulo em 2016.

Apesar de ter confirmado sua entrada no Partido Socialista Brasileiro (PSB) antes mesmo de sair do PT, Marta acabou oficializando sua filiação ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em setembro de 2015.[184][185] Em novembro, anunciou que seria a candidata do PMDB à prefeitura de São Paulo na eleição de 2016—o que não seria provável no PT, que preferia a candidatura de Haddad à reeleição.[186][187] Sua filiação ao PMDB foi patrocinada pela cúpula nacional do partido, que via sua adesão como uma expansão do poder do partido no Congresso, mas a nível municipal enfrentou resistências, com Gabriel Chalita deixando o partido para ser vice de Haddad.[188][189]

No final de 2015, Marta defendeu o impeachment da presidente Dilma em um artigo publicado pela Folha de S.Paulo. A senadora defendeu que "o impeachment não é golpe" e que "só um governo de união nacional conseguirá resgatar a esperança e a autoestima dos brasileiros."[190] Em 12 de maio de 2016, votou pelo afastamento temporário da presidente e, em agosto, foi favorável à cassação de Dilma.[191][192]

Marta também sofreu acusações de corrupção. Em abril, delatores da Odebrecht afirmaram ter repassado, via caixa dois, R$ 1,05 milhão para suas campanhas ao Senado (2010) e à Prefeitura (2008).[207] O pedido pelo dinheiro teria sido feito por Márcio Toledo, com quem Marta se casou em 2013. O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF a abertura de um inquérito para investigar as citações ambos, mas o ministro Edson Fachin indeferiu o pedido.[208][209] Em outra delação premiada, o marqueteiro João Santana alegou ter contratado, a pedido de Marta, seu ex-marido Luís Favre, que recebia sem trabalhar. João e sua esposa, Mônica Moura, também disseram que a senadora tinha ciência de que tais recursos eram provenientes de caixa dois.[210] Ainda no âmbito da Operação Lava Jato, Joesley Batista, em sua delação premiada, disse ter pago propinas para Marta durante "sete ou oito meses"; de acordo com Batista, Marta pediu tais recursos para sua campanha à Prefeitura em 2016. Marta defendeu-se dizendo que as doações eram legais e que faria o necessário para demonstrar que as afirmações de Batista eram falsas.[211][212]

Com informações da Wikipedia, Brasil 247, Portal UOL, Informe Blumenal, Hora de SC, Políticos.org, Portal G1, Correio do Amazonas, O Povo (CE)